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sábado, 26 de março de 2011

Quaresma 2011

Já meditaste nesta Quaresma? Já rezaste? Já pensaste nas tuas atitudes?

O Trilhos de Luz convida-te a ver este vídeo com atenção. Vive verdadeiramente a Quaresma e segue as pistas (em baixo) para o exame de consciência. Procura o Perdão!
 

Pistas para o meu Exame de Consciência:
  • Vou sempre à Missa aos domingos ou às vezes arranjo desculpas para não ir? Costumo comungar?
  • Tenho rezado a Deus para Lhe agradecer os dons e as graças que recebo, Lhe rogar perdão e ajuda para não voltar a pecar e Lhe pedir pelos pobres, os doentes e os velhinhos?
  • Aproveito a catequese para conhecer melhor Jesus?
  • Falo de Jesus aos amigos ou, pelo contrário, tenho vergonha?
  • Estou zangado(a) com alguém? Falo mal de alguém nas suas costas? Sou mandão (mandona)?
  • Desobedeço aos pais, aos professores e aos animadores do grupo de jovens? Na escola e no grupo faço barulho, perturbando os outros?
  • Minto? Sou egoísta, invejoso(a) e materialista? Convencido(a)? Vaidoso(a)? Preguiçoso(a)? Guloso(a)?
  • Bati ou chamei nomes feios a alguém? Roubei ou estraguei de propósito alguma coisa dos outros?
  • Utilizo bem o tempo, tentando não o desperdiçar?
  • Procuro respeitar a natureza, não poluindo o ambiente nem deitando lixo para o chão?
Vais ver que quanto melhor preparares a tua Confissão, maior será a tua alegria ao receberes o Perdão. E não serás tu o(a) mais feliz: "Digo‐vos Eu: haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento" (Lc 15, 7)

segunda-feira, 8 de março de 2010

Quaresma

Olá Trilhões!

Já estamos na terceira semana da Quaresma. Não se esqueçam do que significa este tempo....

Vejam este filme publicado pela Diocese de Braga no Youtube.



O Video fica um pouco cortado devido ao seu formato. Visualizem directamente no Youtube aqui.

domingo, 8 de março de 2009

O que é a Quaresma?


A Quaresma definida e vista por um jovem (assina no fim) do nosso grupo Trilhos de Luz. Vale a pena perder 2 ou 3 minutos a ler este bela interpretação destes 40 dias que são a Quaresma

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A Quaresma é o tempo litúrgico de conversão, que

a Igreja Católica, a Igreja Anglicana e algumas protestantes marcam para preparar os crentes para a grande festa da Páscoa. Durante este período, os seus fiéis são convidados a um período de penitência e meditação, por meio da prática do jejum, da esmola e da oração.


Começa na Quarta-feira de Cinzas e termina na tarde de quinta-feira santa, antes a Missa da Ceia do

Senhor, que inicia o Tríduo Pascal. Ao longo deste período, sobretudo na liturgia do domingo, é feito um esforço para recuperar o ritmo e estilo de verdadeiros fiéis que pretendem viver como filhos de Deus.


Sinceramente eu anteriormente ouvia falar em “Quaresma”, e não sabia bem o que seria isso…para mim era apenas um espaço de tempo que decorria até ao dia em que me iriam dar amêndoas…e que esse espaço de tempo coincidia com alguns dias em que a minha mãe, por alguma razão, não fazia refeições com carne, porque dizia simplesmente “hoje não é dia de comer carne”. E eu perguntava-me se havia alguma proibição ou algo do género. Só à relativamente pouco tempo é que percebi que faz parte de uma abstinência, que segundo sei, é proposta pela igreja e levada a cabo por, realmente, muitos crentes. Percebi também que este tempo é muito mais importante do que alguma vez pensei…este tempo é um caminho para algo muito especial, a Páscoa…


Na pequena definição no início deste texto, reparei na frase em que diz que os fiéis são convidados a um período de penitência e meditação, por meio da prática do jejum, da esmola e da oração. Penso que muita gente que lê isto ficará a pensar algo do género, “ora bem…nos próximos 40 dias vou dar umas esmolas se alguém pedir…se pedir muito claro, e com jeitinho. Não tomo o pequeno-almoço e posso também não comer carne às sextas-feiras…e até posso ir à missa mais vezes…vá…40 dias são aproximadamente 5 ou 6 semanas…vou no meio, na terceira semana um dia à missa e posso ir também na quinta-feira santa. Quanto à oração propriamente dita…humm…posso fazer o sinal da cruz quando acordo ou quando vou dormir, ocupa-me pouco tempo, é óptimo! E pronto a partir disto cumpro a penitência e medito, ou seja, vou logo ficar mais próximo de Deus, já sou cristão e até já posso dizer a quem perguntar que sou praticante!”


Não sei se exagerei um pouco, mas penso que muita gente faz, da maneira descrita por mim ou não, realmente isto. A consciência fica limpa e para o próximo tempo quaresmal repete-se o processo para aliviar novamente culpas. Ou então, simplesmente, nem se dão ao “trabalho” de fazer nada desta espécie de procedimento de “limpeza” de consciência… ficam-se pelo ser “Cristão não praticante”.

Eu não faço o jejum, se a minha mãe fizesse carne às sextas-feiras eu comia sem sequer pensar que estava a quebrar alguma abstinência. Não sei se ajo correctamente, e peço que me “abram os olhos” se não estou… mas na minha ignorância, eu fazer jejum não vai fazer com que me aproxime mais de Deus. Também passo pelas pessoas e muitas vezes se eventualmente pedirem esmola, também não dou assim sem mais nem menos. Actualmente muita gente prefere ficar simplesmente de mão aberta à espera que lhes caia alguma coisa na mão em vez de serem autónomos, a meu ver essas pessoas só têm é que aproveitar o seu potencial e desenvencilharem-se por elas próprias. E como é óbvio não me sinto na responsabilidade de ajudar quem não se quer ajudar a si próprio por pura preguiça. Claro que se a “esmola” for para uma causa maior não procedo desta forma, as coisas aí mudam totalmente. Talvez não cumpra por isso o caminho da forma mais correcta…


Mas segundo sei, o maior desafio durante a “Quaresma” é distanciarmo-nos de tudo, e conhecermo-nos a nós próprios, fazermos uma interiorização, para assim nos afastarmos das coisas que nos separam do plano de Deus e desse modo aproximarmo-nos um pouquinho mais Dele. Um tempo em que aprofundamos o sentido e o valor do nosso ser de Cristãos. Assim sendo, o maior sacrifício que posso fazer é ter a coragem suficiente para tentar conhecer-me a mim próprio…parar por uns tempos e olhar para mim, observar-me apenas, ver tudo o que tenho cá dentro. E a partir daí fazer uma espécie de limpeza ao que não faz falta… É nesta “limpeza” que vamos encontrando depois os sacrifícios e abstinências. Mas são esses “sacrifícios” que nos vão tornar pessoas, verdadeiros seres humanos, mais importante que isso, que nos vão tornar mais Cristãos. Isto tudo apenas pelo facto de nos encontrarmos connosco próprios. “Só se nos conhecermos é que poderemos superar os nossos pontos fracos e desenvolver os pontos fortes…”


Por isso talvez não seja assim tanto um “sacrifício” mas sim uma dádiva por nos ter sido concedida uma grande proposta que nos dá a grande oportunidade de tentarmos ser alguém, de termos a oportunidade de seguirmos o caminho certo. Tenho a certeza que no final não nos vai mesmo parecer nada um sacrifício, mas sim algo de grandioso para o que nos acabámos por tornar…

Na Quaresma somos convidados a redimirmo-nos, a conciliarmo-nos, a praticar boas obras, a escutar a palavra de Deus e partilhá-la com o próximo... mas será que apenas o devemos fazer durante estes 40 dias antecedentes à Páscoa?

Claro que não… isto tudo é para ser feito durante cada dia da nossa existência. Se temos a vontade e a necessidade de nos aproximarmos de Deus, de nos parecermos mais com Jesus Cristo, temos de percorrer um caminho durante toda a vida, da forma que nos é proposta viver estes 40 dias...


A proposta é que seja nesta Quaresma que, quem ainda não começou, como por exemplo eu, que comece a viver tendo mais em conta estas “tarefas” a que somos convidados neste tempo. Não digo com isto para mudarmos a nossa vida toda, mas sim que mudemos algo, que deixemos de fazer certas coisas que nos afastam desse caminho e que não acrescentam nada à nossa vida. E que comecemos a fazer outras coisas, que essas sim, tragam algo de novo à nossa vida, que aprendamos a aceitar os desafios que nos propõem, que não duvidemos de que tudo o que nos acontece, em todas as vezes em que Deus nos mete à prova, que não é, embora no momento nos pareça sempre que sim, não é nenhuma forma de castigo. Mas sim uma forma de nos fortalecermos, de crescermos... uma forma que Deus arranjou para nos mostrar algo que vai servir em cada dia da nossa vida…


Pedro Antunes

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

MENSAGEM DE QUARESMA DO CARDEAL PATRIARCA DE LISBOA

Como Grupo de Jovens Católico que somos, é importante estarmos atentos as mensagens não só do Santo Padre mas também do Cardeal Patriarca chefe da nossa Diocese. Aqui fica a sua mensagem para a Quaresma de 2008

O Santo Padre Bento XVI dirigiu a toda a Igreja a sua Mensagem para esta Quaresma. Compete-me a mim concretizá-la para a Igreja de Lisboa, tendo em conta as suas características, dinamismos e fragilidades, anseios e dificuldades, no contexto das opções prioritárias da nossa acção pastoral.
O desafio global que cada Quaresma nos apresenta é assim enunciado pelo Santo Padre: “A Quaresma oferece-nos uma providencial ocasião para aprofundar o sentido e o valor da nossa identidade de cristãos, e estimula-nos a redescobrir a misericórdia de Deus, a fim de nos tornarmos, por nossa vez, mais misericordiosos para com os irmãos”.
Este desafio com que abre a sua Mensagem completa-o nas palavras com que a encerra: “Que este período se caracterize, portanto, por um esforço pessoal e comunitário de adesão a Cristo para sermos testemunhas do seu amor”.

Este é o objectivo único de toda a acção pastoral orientada para o crescimento da Igreja, Povo do Senhor: converter-nos a Jesus Cristo, segui-l’O como discípulos, abrir-nos ao amor que Ele nos comunica e que conduzirá toda a nossa vida. (...)

A Conversão

A realidade do pecado tem vindo a ser relativizada na consciência dos cristãos e na cultura que nos envolve, o que diminui o sentido da necessidade e da urgência da conversão. Trata-se de uma ilusão perigosa: não vencer o pecado no nosso coração, impede verdadeiramente que o abramos para novos horizontes do sentido da vida, da felicidade, do amor e da verdade fundamental da nossa relação com Deus: glorificá-l’O e amá-l’O sobre todas as coisas, para podermos rezar com verdade a oração que o Senhor nos ensinou: “seja feita a Vossa vontade, assim na Terra como no Céu”. (...) Esta Quaresma é ocasião para, cada um de nós, avaliar a realidade do pecado na sua vida, e encetar o caminho da conversão, do regresso a Deus.

A fé

A fé é a atitude decisiva e constitutiva da existência cristã: quando ela falha ou enfraquece, tudo falha ou se relativiza. É uma atitude do coração, que envolve a inteligência e a vontade, que se abandona totalmente, na confiança, a Deus que Se nos manifestou. Foi por isso que, desde o início do cristianismo, homens e mulheres mudaram radicalmente a sua vida, deixaram tudo e seguiram Jesus.
No centro desta atitude está a presença irrecusável do Deus vivo, através do Seu Filho Jesus Cristo. Antes de ser um programa de vida, a fé é uma obediência de amor. “A Deus que Se nos revela é devida a obediência da fé”, diz o Concílio (cf. Dei Verbum, nº 5). A fé é a principal atitude que Deus nos pede e é, na sua génese, um acto de adoração de Deus. (...)


A Caridade

Já vimos que a fé é, em si mesma, uma expressão da caridade enquanto acto de adoração e de louvor de Deus. Amar a Deus sobre todas as coisas e cada vez melhor, será exigência contínua da fé. Não há autêntica vida de fé sem adoração e louvor a Deus.
Mas a partir do amor de Deus, a fé abre-nos para o amor dos irmãos. Viver em Igreja é desafio de viver, com os irmãos, em comunhão de amor. Não se pode, com verdade, amar a Deus que não se vê, se não amarmos os irmãos que vemos e que Deus ama.

O Santo Padre convida-nos, nesta Quaresma, a concretizar este amor fraterno na “esmola” como partilha do que temos e somos. A “esmola” de quem pode partilhar, supõe a pobreza do coração para saber partilhar. Dar aos pobres só é expressão da caridade se tivermos “um coração de pobre”.

(...) O dar a quem não se conhece é expressão do silêncio que o Senhor aconselha a quem dá. Desses irmãos longínquos e desconhecidos, não estamos à espera de nada em troca. Mas isto não nos dispensa de estarmos atentos aos irmãos que vivem a nosso lado.

A Esperança

A Quaresma é tempo de análise da nossa esperança. Não estará o nosso coração demasiadamente fixado nos bens deste mundo? Acreditamos e desejamos a vida eterna? Só assim poderemos celebrar a Páscoa como a festa da vida, o abrir definitivo do horizonte da verdadeira esperança. A esperança limitada aos horizontes deste mundo não responde aos mais profundos anseios do coração humano. Se esperamos apenas os bens deste mundo não valia a pena Cristo ressuscitar e de nos ressuscitar com Ele.

Lisboa, 2 de Fevereiro de 2008, Festa da Apresentação do Senhor.

† JOSÉ, Cardeal-Patriarca

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Quaresma

Ola Trilhões!



Como estamos a entrar no tempo da Quaresma, tempo este tão importante para nós Cristãos, ficam umas palavras retiradas da Mensagem do Papa Bento XVI para a Quaresma de 2008, para nos ajudarem a viver melhor este tempo.




«Cristo fez-Se pobre por vós»



"Queridos irmãos e irmãs, a Quaresma convida-nos a «treinar-nos» espiritualmente, nomeadamente através da prática da esmola, para crescermos na caridade e nos pobres reconhecermos o próprio Cristo. Nos Actos dos Apóstolos, conta-se que o apóstolo Pedro disse ao coxo que pedia esmola à porta do templo: «Não tenho ouro nem prata, mas vou dar-te o que tenho: Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda» (Act 3, 6). Com a esmola, oferecemos algo de material, sinal do dom maior que podemos oferecer aos outros com o anúncio e o testemunho de Cristo, em cujo nome temos a vida verdadeira. Que este período se caracterize, portanto, por um esforço pessoal e comunitário de adesão a Cristo para sermos testemunhas do seu amor. Maria, Mãe e Serva fiel do Senhor, ajude os crentes a regerem o «combate espiritual» da Quaresma armados com a oração, o jejum e a prática da esmola, para chegarem às celebrações das Festas Pascais renovados no espírito. Com estes votos, de bom grado concedo a todos a Bênção Apostólica."

Vaticano, 30 de Outubro de 2007.